Em caso de emergência, pacientes devem ligar para:
(86) 99982-0547

Autor: Fabrício Cavalcante / Página 10 de Array

Cuidando do visual durante o tratamento oncológico.

Cuidando do visual durante o tratamento oncológico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante o tratamento oncológico, a pele tende a ficar mais sensível. Normalmente até as peles mais oleosas tendem a ficar temporariamente secas e escamosas. O tom da pele pode mudar, fazendo com que a pessoa pareça mais corada, pálida ou bronzeada.

Alguns cuidados especiais devem ser tomados na hora de escolher os cosméticos a serem utilizados, justamente porque os tratamentos podem enfraquecer o sistema imunológico, deixando o organismo vulnerável a infecções. A pele seca pode quebrar e escamar, permitindo a entrada de bactérias no sistema imunológico, causando infecções, por isso, use sempre gel antisséptico nas mãos constantemente. É importante escolher produtos para peles sensíveis.

  1. Lave bem as mãos antes de aplicar a maquiagem, e fique atenta à validade dos produtos;
  2. Para a maquiagem parecer mais natural, mantenha a pele sempre hidratada;
  3. Não empreste maquiagem nem pincéis. Sempre que possível, use cotonetes, esponjas e discos de algodão descartáveis. Evite aplicadores reutilizáveis.

Pele
Base: Escolha produtos designados especialmente para o seu atual tipo de pele. A cor da base, entretanto, deve corresponder ao seu tom de pele normal, para dar uma aparência de pele saudável, corrigindo imperfeições e prevenindo descamações.

Proteção Solar: Se a sua base não tiver filtro solar, aplique um protetor solar antes. Escolha um protetor solar próprio para o rosto, para evitar obstrução dos poros.

Corretivo: Existem vários tipos de corretivos nos tons verde, amarelo e lilás, para uniformizar o tom da pele. Use o lilás para corrigir manchas alaranjadas e marrons, o verde para manchas vermelhas, e o amarelo para manchas roxas e azuladas. Opte por corretivos cremosos, evite corretivo em pó, que pode acabar realçando a escamação da pele, além de torná-la mais seca.

Bochechas
Blush: O blush pode realmente dar vida a uma pele pálida, manchada ou cansada, fazendo com que sua aparência se torne saudável e viva. Dê preferência para os blushes em creme ou bastão, evite em pó, pois tendem a se acumular em vincos e rugas, chamando a atenção para a pele seca e escamosa. Espalhe o blush com firmeza para parecer mais natural e escolha um tom adequado para a sua pele.

Olhos
Sobrancelhas: As sobrancelhas podem cair devido à quimioterapia. Confira algumas dicas para obter sobrancelhas com aspecto natural:

  1. Aplique uma base antes de redesenhar a sobrancelha com lápis de sobrancelha ou sombra em pó;
  2. Combine o tom da sobrancelha com a cor do seu cabelo natural ou peruca, da melhor maneira possível;
  3. Segure o lápis ou pincel verticalmente na aba do seu nariz para determinar onde cada sobrancelha deve começar. Faça pontos com o lápis ou pó para marcar o local;
  4. Segure o lápis ou pincel na diagonal, do canto do nariz em direção ao centro da íris, este é o limite para arquear a sobrancelha. Coloque a ponta do lápis no canto externo dos olhos para determinar onde a sobrancelha deve acabar;
  5. Aplique o lápis ou a sombra em pó utilizando um pincel chanfrado, em seguida, aplique um pó translúcido por cima para melhor aderência;
  6. Uma vez que você foi diagnosticada com câncer, a maquiagem permanente na sobrancelha não é recomendada.

Pálpebras: Use um delineador de cor neutra para marcar a pálpebra, criando a aparência de cílios. Em seguida, aplique um hidratante específico para a área dos olhos. Use uma sombra mate de tom claro para iluminar o seu rosto. Dê preferência a sombras cremosas.

 
Lábios
Batom: Mantenha os lábios bem hidratados para evitar descamação e rachaduras, que podem ocorrer como resultado da quimioterapia ou radioterapia. Escolha batons cremosos e hidratantes, evitando as fórmulas de longa duração, que podem acabar acentuando os lábios ressecados. Não esqueça de que seus lábios também precisam de proteção solar, por isso, escolha produtos adequados as suas necessidades.

Como evitar enjoos durante o tratamento

Como evitar enjoos durante o tratamento

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Durante o tratamento oncológico, os pacientes têm que lidar com os efeitos colaterais da quimio e da radioterapia. Ambos resultam em toxicidade para o trato gastrointestinal, o que, consequentemente, leva ao desinteresse pela alimentação, náuseas, vômitos, disgeusia (alteração ou distorção do sentido do gosto/paladar), mucosite (inflamação da mucosa de revestimento do tubo digestivo), diarreia, xerostomia (redução da produção de saliva/boca seca), entre outros. E a alimentação, que era para ser fonte de prazer, acaba se tornando insatisfatória.
 
“Nesses casos, a intervenção nutricional por meio da orientação alimentar e da prescrição de suplementos é necessária para minimizar o impacto no estado nutricional, visto que a perda de peso é frequente em pacientes com câncer”, explica a nutricionista Camila Leonel, da Universidade Federal de São Paulo.
O primeiro passo é conscientizar o paciente da necessidade de comer, embora as náuseas e os vômitos estejam constantemente presentes. Uma das dicas da nutricionista é fracionar o que se come em mais partes, reduzindo o volume por refeição e fazendo de seis a oito refeições ao dia. “Sabemos que o jejum prolongado é um dos fatores que provocam o enjoo, por isso é necessário realizar mais refeições por dia, em menores quantidades”.
 
Além disso, 5 alimentos podem ser grandes auxiliares no combate ao enjoo:
 
Menos saliva
Dê preferência aos alimentos mais secos, como torradas, pães, bolachas e biscoito (sem recheios). A consistência desse tipo de alimento auxilia no controle da sialorreia (aumento da produção de saliva), um dos sintomas comuns durante a náusea. Outro fator importante é que, por serem fontes de carboidratos, são de fácil mastigação, digestão e absorção, contribuindo com o controle da taxa de açúcar no sangue (glicemia). Também apresentam sabor neutro, o que diminui o estímulo sensorial do reflexo do vômito.
 
Fácil digestão
Banana nanica é um ótimo aliado para ajudar a controlar o enjoo, além de ser um alimento com consistência mole, o que torna a digestão mais fácil e reduz a possibilidade de contração do estômago, que pode causar o vômito. A fruta também é rica em potássio, que controla o vômito, e vitamina B, que ajuda a evitar a náusea.
 
Quanto mais frio, melhor!
Procure consumir raspadinha de gelo ou mesmo um cubo de gelo 40 minutos antes das refeições. Inclusive, se possível opte pelas preparações em temperatura ambiente ou por ingerir alimentos frios. A baixa temperatura amortece os receptores de paladar, o que pode ajudar na deglutição do alimento.
 
Azedinho do bem
Frutas cítricas (como limão, por exemplo), são ricas em ácido fólico, uma vitamina do complexo B que estimula a formação dos ácidos digestivos, favorecendo o esvaziamento gástrico e diminuindo o surgimento de enjoos. Alguns pacientes reduzem muito a sensação de náusea ao chupar sorvete de limão ou mesmo a fruta in natura.
 
Hidrate-se
Deve-se priorizar a ingestão de oito a dez copos de líquidos entre as refeições para evitar desidratação. Essa medida minimiza a pressão no estômago, reduzindo a ocorrência de refluxo. Entre os líquidos, boas opções são os líquidos claros, como sucos, chás e caldos, limitando o uso de líquidos com muita cafeína, incluindo refrigerantes à base de cola, café e chá preto ou mate ou verde.
 
Dicas da nutricionista

 

  • Evite que o paciente fique próximo à cozinha na hora do preparo da refeição para impedir que os cheiros dos alimentos durante a cocção acentuem as náuseas;
  • Prepare pratos visualmente agradáveis e coloridos;
  • Use talheres de plástico, caso o sabor de metal esteja interferindo no sabor dos alimentos;
  • Mantenha a cabeça elevada 45° durante e após as refeições;
  • Crie sempre um ambiente agradável para se alimentar. Mesas bem arrumadas, conversas agradáveis e um bom fundo musical podem ser úteis.

 

Fonte: Instituto Vencer o Câncer.

Você sabe o que é Câncer Colorretal?

Você sabe o que é Câncer Colorretal?

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Março é considerado o mês de conscientização sobre o Câncer Colorretal, uma doença que atinge o intestino grosso e pode acontecer indistintamente em homens e mulheres.

Em sua maioria, o câncer colorretal se desenvolve gradativamente por uma alteração nas células que começam a crescer de forma desordenada sem apresentar qualquer sintoma. Por esse motivo, é fundamental fazer exames de rotina para ajudar na detecção precoce.

A maioria dos casos, em estágio inicial, de câncer colorretal não apresentam quaisquer manifestações clínicas. Por isso, é importante ficar atento a qualquer mudança, sinal ou sintoma diferente, como:

  • Diarreia ou constipação;
  • Sensação de que o intestino não é completamente esvaziado;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Dor abdominal tipo cólica, sensação de inchaço abdominal;
  • Perda de peso sem um motivo específico;
  • Cansaço e fadiga constante.

Estes sintomas também estão relacionados a outras doenças, não são necessariamente exclusivos do câncer colorretal. Entretanto, existindo qualquer um destes, um médico deverá ser consultado para o diagnóstico preciso e o início do tratamento caso necessário.

Em qual médico devo ir?

O Coloproctologista é o médico especialista nas doenças do intestino. Aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco, devem conversar com seus médicos para estabelecerem o início dos exames de rastreamento mais precocemente ou realizá-los com mais frequência. Para aqueles que não possuem fatores de risco identificados, é importante ter o acompanhamento médico a partir dos 50 anos.

Os exames de rastreamento podem detectar o câncer colorretal precocemente, quando ainda a possibilidade de cura é grande. Isso ocorre porque alguns pólipos ou tumores podem ser encontrados e removidos antes de se transformarem em câncer.

O rastreamento é o processo da detecção de câncer em pessoas sem qualquer sintoma, e pode ser dividido em dois grandes grupos:

Exames que podem detectar a presença de pólipos – São exames que avaliam a estrutura do cólon para detectar as áreas anormais. Os pólipos podem ser retirados antes de se tornarem cancerígenos.

Exames para detecção de câncer – Exame de fezes para detecção de sinais de câncer. Este exame é menos invasivo e mais fácil de ser feito, mas é menos específico para detecção de pólipos.

Esses exames, assim como outros podem ser utilizados quando as pessoas têm sintomas no aparelho digestivo que podem ser de câncer colorretal ou outras doenças que acometem o intestino.

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Os tratamentos contra o câncer colorretal, na maioria das vezes, podem trazer alguns efeitos colaterais interferindo na forma como o paciente se alimenta. Está comprovado que uma alimentação saudável, que contêm nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras) em quantidades adequadas são indicadas em todas as etapas da doença, mas em especial durante o tratamento.

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O planejamento alimentar é parte importante do tratamento. Uma alimentação correta durante essa fase pode contribuir para o seu bem estar e fortalecimento, evitando a degeneração dos tecidos do corpo e ajudando a reconstruir aqueles que o tratamento contra o câncer possa ter prejudicado. Pacientes com boa alimentação durante o tratamento têm melhores condições de vencer os efeitos colaterais e de enfrentar, com êxito, a administração de doses mais altas de certos medicamentos.

Dicas de Alimentação

  • Fracione as refeições. Opte por pequenas porções de 3 em 3 horas;
  • Adquira o hábito de colorir o seu prato com porções de verduras, legumes e cereais. Um prato colorido significa nutrientes diferentes e importantes para o bom andamento do seu organismo;
  • Diminua o consumo de fritura e alimentos que contenham sal;
  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
  • Evite alimentos industrializados;
  • Hidrate-se com água, sucos naturais ou água de coco.

Fonte: Oncoguia.

Confraternização de Natal

Nossa confraternização de Natal foi linda, com um clima de união e felicidade entre todos os nossos colaboradores. Queremos compartilhar esse momento com todos vocês.
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1º TEAL Oncoclínica

Em comemoração ao 13º aniversário da Oncoclínica e dos aniversariantes do mês de setembro, realizamos o nosso 1º TEAL (Treinamento Empresarial ao Ar Livre), que é um treinamento especial ao ar livre, que integra grupos e trata da humanização do trabalho em equipe, por meio de jogos colaborativos e dinâmicas de grupo. Foi um momento muito especial para toda a família Oncoclínica e queremos compartilhar com todos vocês!

 

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Dr. João Batista Segundo fala sobre a dor.

A dor aguda e crônica é uma experiência desagradável que leva os pacientes em geral

e em especial os pacientes oncológicos ao rompimento da qualidade de vida, da

funcionalidade, do sono e na maioria dos casos acarretando depressão ou ansiedade.

Sabe-se que a dor oncológica afetou cerca de 17 milhões de pessoas no mundo nos

últimos 30 anos, a grande maioria sem tratamento ou controle adequado do seu quadro

doloroso. Logo, faz-se necessário um atendimento especializado ao paciente com câncer tendo

em vista que 30-40% desses pacientes em tratamento ativo têm dor oncológica e cerca de 80-

90% dos mesmos têm dor intensa na doença avançada.

Diante desse quadro, na condição de profissionais da saúde, devemos sempre avaliar

detalhadamente os pacientes com câncer com o objetivo de quantificar a dor e classificá-la.

Assim, a dor oncológica pode ser multifatorial: relacionada ao tumor, ao tratamento ou à

presença de morbidades associadas. Ainda podemos dividi-las em dor nociceptiva somática ou

visceral, dor neuropática ou dor mista, destacando-se que a maioria dos pacientes, com o

avançar da doença, apresentam dores mistas – o que implica tratamento específico para cada

tipo de dor.

Com relação ao primeiro fator, os tumores que mais freqüentemente apresentam dor

são os tumores ósseos ou metástases para ossos (comuns nos casos de câncer de mama,

pulmão e próstata), as neoplasias de pâncreas e os tumores de cabeça e pescoço com invasão

de estruturas nervosas. Nesses quadros, na maioria das vezes, há necessidade de tratamento

intensivo da dor com medicamentos e bloqueios anestésicos.

De todo modo, existem sinais de alarme na investigação de uma dor crônica. Por

exemplo, no caso de uma dor lombar quando o paciente apresenta, além dela:

emagrecimento, febre, déficits neurológicos, perda da função urinária ou fecal, dor constante

no repouso e em progressão, é preciso investigar esse paciente com exames de imagem e

muitas vezes descartar lesões como tumores, hérnia de disco, infecções ou fraturas.

Após avaliação do médico especialista em dor, e elucidada uma síndrome dolorosa

para o paciente, pode-se lançar mão de investigações complementares como exames

laboratoriais, neurofisiológicos ou de imagem. Esses exames auxiliam o médico na investigação

da causa da dor e na sua classificação. Por exemplo, o paciente com câncer pode evoluir com

uma dor aguda lombar e, na investigação por imagem, ser detectado uma fratura patológica

de coluna – o que demonstra que o melhor caminho é buscar cobrir o máximo de

possibilidades.

Em todo caso, estabelecido um diagnóstico, o tratamento é bastante amplo e se baseia

em terapia medicamentosa, tratando a dor em si, a insônia e a depressão; terapias com

procedimentos minimamente invasivos, como os bloqueios anestésicos ou neurolíticos; e

neurocirurgias funcionais para vias nociceptivas. Além disso, nunca é demais frisar, é

fundamental o acompanhamento interdisciplinar com psicólogos, médicos fisiatras,

acupunturistas, oncologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e enfermeiros.

Na terapia medicamentosa, as drogas de uso consagrado são os opióides, sendo a

morfina o seu protótipo. Porém, se a dor principal do paciente é uma dor neuropática, o

tratamento específico muda e são utilizados medicamentos antidepressivos, antiepiléticos, ou

ainda anestésicos locais em adesivos a fim de tratar os sintomas neuropáticos – que são dores

em choque ou queimação em geral. No caso de uma dor miofascial, a conduta principal é

reabilitar o paciente quanto à desordem que causou a disfunção muscular, usando relaxantes

musculares e agulhamentos dos pontos-gatilho ativos.

Seja como for a abordagem da dor oncológica, devemos sempre almejar a melhora na

qualidade de vida do paciente, enxergando-se a dor não como uma palavra ou um sintoma

isolado, e sim como uma síndrome, ou seja, uma conjugação de sinais e sintomas a ser

decifrada, oncositesendo de suma importância ter-se em mente, durante a investida, o conceito de dor

total, em que o indivíduo como um todo, com seus caracteres fisiológicos, sociais, emocionais

e até espirituais, é o centro do problema e a chave para a reabilitação.

João Batista Alves Segundo

Arraial Oncoclínica 2015

Nesse final de semana, aconteceu o Arraial da Oncoclínica.
Muita animação, música boa e alegria em um momento de descontração e interação entre os nossos colaboradores, clientes e familiares.

Confira algumas fotos:

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Exercícios Funcionais Pós Mastectomia

Imagine passar por um ano de tratamento de câncer de mama, incluindo cirurgia, remoção de gânglios linfáticos, quimioterapia e radioterapia. O seu corpo sente-se como se estivesse estado em guerra, sob-bombardeamentos constantes. Terminada esta fase, está na hora de recomeçar a sua vida e iniciar uma dieta restrita e um programa de exercícios. Aí então, você descobre que está com linfedema.

O que é um Linfedema?

O linfedema é a retenção localizada de fluidos, provocada por um bloqueamento do sistema linfático. No caso de pacientes com câncer de mama, o linfedema causa inchaço nos tecidos moles do braço, mão, tronco e peito no lado da cirurgia. Mulheres que sofreram dissecação axilar ou radiação estão particularmente em risco.

Os sintomas incluem sensação de peso, dormência, fadiga e, algumas vezes, dor. As mulheres afetadas têm movimentos limitados dos braços e diminuição da força muscular, causando restrições nas suas atividades. O braço mais duro à medida que o linfedema piora.

O linfedema pode desenvolver-se meses ou anos após o tratamento de câncer, podendo ser provocado por uma infecção, movimentos repetitivos, viagens de avião, picadas de insetos, massagens vigorosas ou obesidade. Obviamente que prevenir um linfedema ou detectá-lo precocemente é melhor do que tratá-lo em estado avançado.

O Papel do Exercício Físico

Como é que o exercício pode fazer a diferença? Ao contrário do sistema circulatório, o sistema linfático não possui um bombeamento central; ele é estimulado pelas mudanças de pressão das contrações musculares ou da respiração profunda. A respiração profunda melhora o bombeamento no ducto torácico; as contrações musculares realizadas em uma sequência específica (geralmente a partir das extremidades em direção ao tronco) pode aumentar o retorno linfático. Além disso, podem ser feitos exercícios para alongar os músculos peitorais maiores e trapézio, e fortalecer os músculos do ombro. Exercícios que enfatizam a respiração profunda e flexibilidade tais como a Yoga e o Pilates, podem ser particularmente benéficos.

Aquecimento

Aquecimento adequado prepara o corpo para o exercício e abre os canais linfáticos. O aquecimento pode incluir:
  • Respiração profunda.
  • Rotações do pescoço.
  • Protração e retração dos ombros (levar os ombros para frente e para trás).
  • Rotação desenhando círculos com os ombros

Exercício Cardiovascular

É recomendado 20 a 30 minutos de exercício aeróbico, como caminhada ou natação, de 3 a 5 vezes por semana.

Treino de Força

O treino de força na área afetada tem sido um assunto controverso. Tente fazer os exercícios com calma e siga as instruções abaixo:

  • Sempre inicie com aquecimento antes de começar o treino de força no braço afectado.
  • Observe a resposta ao exercício. Fique atenta a qualquer inchaço na área, o qual poderá indicar que a carga ou o número de repetições está muito alto, ajustando então o programa de acordo com essa resposta.
  • Use uma luva de compressão (geralmente prescrita pelo fisioterapeuta).
  • Concentre-se nos músculos dos ombros e das costas, incluindo o deltóide, serrátil anterior, trapézio, rombóides e os músculos estabilizadores do ombro, chamados de manguito rotador, para otimizar o fortalecimento do ombro e promover vias alternativas de drenagem linfática.
  • Trabalhe a região abdominal para facilitar o retorno do fluxo linfático ao ducto torácico.
  • Para dar um descanso ao braço afetado, alterne os braços; alterne também exercícios para o tronco superior e inferior ou treine em circuito, incluindo tanto o treino cardiovascular como o treino de força.
  • Planeje um programa para 2 a 3 vezes na semana. Comece devagar e vá progredindo gradualmente (ex. 1 série com carga de 1 kg no primeiro dia; 2 ou 3 séries com 1kg nos segundo e terceiro dias). Ao aumentar a carga, reduza o número de séries.
  • Proceda da maneira usual para treinar o braço não afetado, tronco, abdominais e pernas, a não ser que a reconstrução da mama tenha sido feita utilizando o músculo reto do abdomem. Neste caso, consulte o seu médico antes de começar qualquer exercício abdominal.
  • Inclua exercícios de Pilates, os quais enfatizam a postura e respiração enquanto trabalham a região abdominal.

Flexibilidade

Exercícios de alongamento para os ombros, região axilar, região do músculo peitoral e grande dorsal podem ajudar a alongar o tecido cicatricial e diminuir o endurecimento axilar e a compressão do desfiladeiro torácico, aumentando o fluxo linfático. Como o tecido cicatricial continua a se formar durante 1 a 2 anos, os alongamentos devem ser feitos várias vezes ao dia, pelo menos durante um ano após a cirurgia e, preferencialmente, deve tornar-se um hábito de vida.

Minimize os Problemas enquanto Maximiza os Ganhos

O seu programa de exercícios deve ser baseado no seu historial médico, preferências e nível de atividade. A progressão no exercício deve ser feita devagar e com segurança, e sempre com o objetivo de recuperar a forma física, função e resistência.

Tipos de Exercício de Flexibilidade

Os alongamentos devem ser feitos devagar. Deve-se expirar durante a fase de esforço e manter a posição por 10 segundos, no início, aumentando gradualmente para 30 segundos após algumas repetições. Estes exercícios devem ser feitos de 5 a 10 vezes seguidas, várias vezes durante o dia.

Elevação do Ombro

Equipamento: bola ou bastão pequeno e leve.

  • Deite-se de costas com os joelhos dobrados, pés e costas apoiadas firmemente no chão.
  • Segure a bola com ambas as mãos e inspire. Expire e lentamente erga a bola acima da cabeça, mantendo os cotovelos estendidos.
  • Mantenha a posição até sentir desconforto, mas não dor. Respire profundamente enquanto segura a bola na altura máxima. Vá gradualmente alongando o braço afetado.

Alongamento com Bola

Equipamento: bola terapêutica.

  • Ajoelhe-se, com os quadris sobre os calcanhares, pernas apoiadas contra o chão e com o peso do corpo nos pés.
  • Coloque as mãos em cima da bola, mantendo os cotovelos estendidos e abdominais contraídos.
  • Lentamente role a bola para frente, com ambas as mãos para o mais longe possível, e mantenha a posição, sentindo o alongamento.
  • Role a bola o mais longe possível para a direita e mantenha a posição.
  • Role a bola o mais longe possível para a esquerda e mantenha a posição.

 

 

Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/exercicios-funcionais-pos-mastectomia/193/22/

Amora, framboesa, mirtilo e morango têm efeitos benéficos contra vários tipos de câncer

Inúmeras evidências sugerem que as pequenas frutas que apresentam polpas macias, tais como: amora, framboesa, mirtilo, morango, etc. podem ter efeitos benéficos contra vários tipos de cânceres humanos.

O potencial anticancerígeno dessas frutas tem sido atribuído pelo menos em parte, à presença de inúmeros fitoquímicos bioativos, ou seja, compostos produzidos pela planta, incluindo entre eles polifenois (flavonoides, proantocianidinas, elagitaninos, gallotannins, ácidos fenólicos), stilbenoids, lignanas e triterpenoides.

Estudos mostram que o efeito anticancerígenos desses compostos presentes nessas frutas, são medidos por suas capacidades de neutralizar, reduzir e também reparar os danos resultantes da formação de excesso de radicais livres (estresse oxidativo) responsável pelo aparecimento de várias doenças como: diabetes, hipertensão, inflamação, Alzheimer, Parkinson, câncer entre outras.

Embora uma variedade de frutos vermelhos seja consumida em todas as regiões do mundo, na América do Norte, os comumente consumidos são: amoras pretas, framboesas, mirtilos, cranberries, framboesa vermelha e morangos.

Essas pequenas frutas de polpa macia e colorida são consumidas em nossa dieta não só na forma fresca e congelada, mas também como produtos processados, incluindo frutas enlatadas, iogurtes, bebidas, compotas e geleias.

O uso também de extratos secos dessas frutas como ingredientes funcionais, utilizados sozinhos ou combinados com outras frutas coloridas, vegetais e extratos de ervas na forma de suplementos alimentares tem sido uma tendência mundial.

Outro “nicho” bastante explorado atualmente são as frutas silvestres como exemplo: mirtilos, groselha, amora preta, lingonberry e a amora silvestre, que são popularmente consumidas em outras regiões do mundo.

Além disso, há uma tendência crescente no consumo de produtos e de frutas tipo exóticas incluindo a romã (Punica granatum), goji bagas (barbarum Lycium; também conhecido como o wolfberry), mangostin, o açaí brasileiro (Euterpe oleraceae) e o fruto do maqui chileno (Aristotelia chilensis).

Estudos recentes têm comprovado o efeito potencial anticâncer desses componentes isolados purificados encontrados nessas pequenas frutas. Esses incluem fitoquímicos, compostos fenólicos como as antocianinas (pigmentos que dão as cores atraentes para as frutas e vegetais coloridos), a quercetina (flavonol presente também em cascas de cebolas, maçã, etc.), proantocianidinas (polímeros flavanol em chá verde, sementes e casca de uva, blueberries, cranberries, chocolate escuro, etc.), os taninos hidrolisáveis (particularmente elagitaninos, encontrados em morangos, framboesas pretas, framboesas vermelhas, amoras, uvas, algumas nozes, bebidas envelhecidas em carvalho, etc.), e outras moléculas de flavonoides relacionados.

Um maior consumo de frutas e vegetais tem sido associado com a diminuição do risco de uma série de cânceres de origem epitelial, incluindo o câncer de esôfago.

Um estudo recente mostrou que a administração da dieta equilibrada e enriquecida com pó de amora preta liofilizada inibiu significativamente câncer de boca, esôfago, cólon e carcinogênese em ratos.

Um estudo piloto com duração de seis meses foi desenvolvido em pacientes com Esôfago de Barrett (EB ou síndrome de Barrett) uma doença na qual há uma mudança anormal (metaplasia) nas células da porção inferior do esôfago causada provavelmente por uma exposição prolongada ao conteúdo ácido proveniente do estômago (esofagite de refluxo) é encontrado em cerca de 10% dos pacientes que procuram tratamento médico para a doença do refluxo gastroesofágico.

O esôfago de Barrett possui relevância clínica por ser considerado uma condição pré-maligna, ou seja, é uma lesão associada a um risco aumentado de câncer esofágico. Nesse estudo durante os seis meses foram administrados diariamente 32 gramas e 45 gramas de pó seco de amora preta para as mulheres e homens respectivamente, participantes da pesquisa. Os resultados comprovaram que o consumo diário de pó de amora preta promoveu reduções na excreção urinária de dois marcadores do estresse oxidativo, 8-epi-prostaglandina F2R e, em menor medida mais variável, 8-hidroxi-2′- desoxiguanosina, indicando efeito benéfico da ingestão da amora preta no caso de pacientes com esôfago de Barret.

Evidências cientificas recentes sugerem que essas pequenas frutas podem ter um imenso potencial para prevenção e terapia do câncer, mas ainda existem lacunas importantes no nosso conhecimento. Embora a compreensão de alguns dos possíveis mecanismos da ação dos fitoquímicos na prevenção do câncer tenha aumentado na última década, os esforços de investigação continuam centrados na elucidação dos mecanismos de ação a nível celular e molecular.

Mais estudos devem ser concebidos para investigar o potencial preventivo dessas frutas na prevenção de câncer tanto em modelos animais como em seres humanos. Além disso, torna se necessário estudar a biodisponibilidade desses compostos presentes na fruta. Verificar se o potencial quimiopreventivo (capacidade de prevenir câncer) é aumentado por interações complexas entre as substâncias presente dentro da matriz alimentar natural desses frutos, ou se é melhor em combinação com substâncias fitoquímicas de outros alimentos, isso deve ser investigado.

Além disso, os estudos de sondagem potencial “erva-droga” interações dessas pequenas frutas e medicamentos devem ser cuidadosamente investigada, planejada e controlada em estudos clínicos com humanos. Finalmente, a pesquisa interdisciplinar é altamente recomendável de modo que os estudos básicos e pré-clínicos possam levar a investigação translacional (do laboratório à beira do leito).

Concluindo, é fortemente recomendado que essa área de investigação para as pequenas frutas de polpa macia e colorida continue a ser explorada, pois isso será base para o estabelecimento de estratégias para o desenvolvimento seguro e eficaz de dietas que serão mais um aliado para a prevenção e tratamento de diversos tipos de cânceres.

 

Fonte: https://guiame.com.br/vida-estilo/saude/amora-framboesa-mirtilo-e-morango-tem-efeitos-beneficos-contra-varios-de-cancer.html#.VLNZkNJQOzx

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