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Autor: Fabrício Cavalcante / Página 6 de Array

Amora, framboesa, mirtilo e morango têm efeitos benéficos contra vários tipos de câncer

Inúmeras evidências sugerem que as pequenas frutas que apresentam polpas macias, tais como: amora, framboesa, mirtilo, morango, etc. podem ter efeitos benéficos contra vários tipos de cânceres humanos.

O potencial anticancerígeno dessas frutas tem sido atribuído pelo menos em parte, à presença de inúmeros fitoquímicos bioativos, ou seja, compostos produzidos pela planta, incluindo entre eles polifenois (flavonoides, proantocianidinas, elagitaninos, gallotannins, ácidos fenólicos), stilbenoids, lignanas e triterpenoides.

Estudos mostram que o efeito anticancerígenos desses compostos presentes nessas frutas, são medidos por suas capacidades de neutralizar, reduzir e também reparar os danos resultantes da formação de excesso de radicais livres (estresse oxidativo) responsável pelo aparecimento de várias doenças como: diabetes, hipertensão, inflamação, Alzheimer, Parkinson, câncer entre outras.

Embora uma variedade de frutos vermelhos seja consumida em todas as regiões do mundo, na América do Norte, os comumente consumidos são: amoras pretas, framboesas, mirtilos, cranberries, framboesa vermelha e morangos.

Essas pequenas frutas de polpa macia e colorida são consumidas em nossa dieta não só na forma fresca e congelada, mas também como produtos processados, incluindo frutas enlatadas, iogurtes, bebidas, compotas e geleias.

O uso também de extratos secos dessas frutas como ingredientes funcionais, utilizados sozinhos ou combinados com outras frutas coloridas, vegetais e extratos de ervas na forma de suplementos alimentares tem sido uma tendência mundial.

Outro “nicho” bastante explorado atualmente são as frutas silvestres como exemplo: mirtilos, groselha, amora preta, lingonberry e a amora silvestre, que são popularmente consumidas em outras regiões do mundo.

Além disso, há uma tendência crescente no consumo de produtos e de frutas tipo exóticas incluindo a romã (Punica granatum), goji bagas (barbarum Lycium; também conhecido como o wolfberry), mangostin, o açaí brasileiro (Euterpe oleraceae) e o fruto do maqui chileno (Aristotelia chilensis).

Estudos recentes têm comprovado o efeito potencial anticâncer desses componentes isolados purificados encontrados nessas pequenas frutas. Esses incluem fitoquímicos, compostos fenólicos como as antocianinas (pigmentos que dão as cores atraentes para as frutas e vegetais coloridos), a quercetina (flavonol presente também em cascas de cebolas, maçã, etc.), proantocianidinas (polímeros flavanol em chá verde, sementes e casca de uva, blueberries, cranberries, chocolate escuro, etc.), os taninos hidrolisáveis (particularmente elagitaninos, encontrados em morangos, framboesas pretas, framboesas vermelhas, amoras, uvas, algumas nozes, bebidas envelhecidas em carvalho, etc.), e outras moléculas de flavonoides relacionados.

Um maior consumo de frutas e vegetais tem sido associado com a diminuição do risco de uma série de cânceres de origem epitelial, incluindo o câncer de esôfago.

Um estudo recente mostrou que a administração da dieta equilibrada e enriquecida com pó de amora preta liofilizada inibiu significativamente câncer de boca, esôfago, cólon e carcinogênese em ratos.

Um estudo piloto com duração de seis meses foi desenvolvido em pacientes com Esôfago de Barrett (EB ou síndrome de Barrett) uma doença na qual há uma mudança anormal (metaplasia) nas células da porção inferior do esôfago causada provavelmente por uma exposição prolongada ao conteúdo ácido proveniente do estômago (esofagite de refluxo) é encontrado em cerca de 10% dos pacientes que procuram tratamento médico para a doença do refluxo gastroesofágico.

O esôfago de Barrett possui relevância clínica por ser considerado uma condição pré-maligna, ou seja, é uma lesão associada a um risco aumentado de câncer esofágico. Nesse estudo durante os seis meses foram administrados diariamente 32 gramas e 45 gramas de pó seco de amora preta para as mulheres e homens respectivamente, participantes da pesquisa. Os resultados comprovaram que o consumo diário de pó de amora preta promoveu reduções na excreção urinária de dois marcadores do estresse oxidativo, 8-epi-prostaglandina F2R e, em menor medida mais variável, 8-hidroxi-2′- desoxiguanosina, indicando efeito benéfico da ingestão da amora preta no caso de pacientes com esôfago de Barret.

Evidências cientificas recentes sugerem que essas pequenas frutas podem ter um imenso potencial para prevenção e terapia do câncer, mas ainda existem lacunas importantes no nosso conhecimento. Embora a compreensão de alguns dos possíveis mecanismos da ação dos fitoquímicos na prevenção do câncer tenha aumentado na última década, os esforços de investigação continuam centrados na elucidação dos mecanismos de ação a nível celular e molecular.

Mais estudos devem ser concebidos para investigar o potencial preventivo dessas frutas na prevenção de câncer tanto em modelos animais como em seres humanos. Além disso, torna se necessário estudar a biodisponibilidade desses compostos presentes na fruta. Verificar se o potencial quimiopreventivo (capacidade de prevenir câncer) é aumentado por interações complexas entre as substâncias presente dentro da matriz alimentar natural desses frutos, ou se é melhor em combinação com substâncias fitoquímicas de outros alimentos, isso deve ser investigado.

Além disso, os estudos de sondagem potencial “erva-droga” interações dessas pequenas frutas e medicamentos devem ser cuidadosamente investigada, planejada e controlada em estudos clínicos com humanos. Finalmente, a pesquisa interdisciplinar é altamente recomendável de modo que os estudos básicos e pré-clínicos possam levar a investigação translacional (do laboratório à beira do leito).

Concluindo, é fortemente recomendado que essa área de investigação para as pequenas frutas de polpa macia e colorida continue a ser explorada, pois isso será base para o estabelecimento de estratégias para o desenvolvimento seguro e eficaz de dietas que serão mais um aliado para a prevenção e tratamento de diversos tipos de cânceres.

 

Fonte: https://guiame.com.br/vida-estilo/saude/amora-framboesa-mirtilo-e-morango-tem-efeitos-beneficos-contra-varios-de-cancer.html#.VLNZkNJQOzx

Nossas Instalações

 

Conheça as propriedades do milho e confira uma receita do bagaço do milho

O milho é um cereal muito utilizado no mundo como alimentação para humanos e animais. Possui boas qualidades nutricionais, contendo vários aminoácidos. Contém um alto teor de carboidratos, além de ser energético (cada 100 gramas de milho possui cerca de 100 calorias). Possui vitaminas E, A e B1, além de sais minerais .

Por não conter prolaminas tóxicas, o milho é altamente recomendado para a alimentação de pessoas com doença celíacas.

Existem vários tipos de farinha de milho, doce, farinha, pipoca e etc. Ele contém apenas um pouco de água e é extremamente rica em proteínas, lípidos, hidratos de carbono, vitaminas A, B e C, fibras e minerais como o cálcio, potássio e fósforo. As fibras auxiliam na regulação do intestino.

É totalmente aproveitável como espigas ou milho mesmo, como comumente referido aqui na América do Sul pode ser consumido cozido ou assado, seus grãos podem ser consumidos em saladas ou em pó como farinha e também em pipoca.

 

Receitinha :

BOLO DE BAGAÇO DO MILHO

Ingredientes:

  • Ovo -03 unidades
  • Milho verde-03 xícaras(chá)
  • Leite-01 xícara de (chá)
  • Margarina -02 colheres de( sopa)
  • Fermento em pó-01colher de (sopa)
  • Farinha de trigo-02 xícaras (Chá)
  • Açúcar -02 xícaras(cha)

 

Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador o milho, a margarina, as gemas e o açúcar. Despeje a mistura em um recipiente e acrescente a farinha de trigo, o fermento, e por fim, as claras batidas em neve, mexendo delicadamente. Leve para assar em forno pré aquecido.

 

Rendimento: 16 porções
Valor Calórico: 211 kcal

Fonte: COZINHA BRASIL SESI 2013

Adaptando-se às Mudanças

No período entre o diagnóstico do câncer e durante todo o tratamento, pode ser que você tenha uma série de adaptações para fazer e vivenciar.

É muito comum, durante o tratamento de um câncer, o paciente precisar parar de trabalhar por um período. Essa mudança pode influenciar em todos os aspectos da vida: financeiro, social, familiar, pessoal.

Isso requer uma grande adaptação de todos os envolvidos.

Vamos pensar juntos…

No nosso dia-a-dia exercemos várias funções:

  • De pai ou de mãe.
  • De marido ou de esposa.
  • De provedor ou de dona de casa, provedora.
  • De funcionário, funcionária ou de chefe.
  • De filho ou filha.
  • De amigo ou amiga.
  • E muitas outras.

Por conta disso, regras são estabelecidas:

  • Você faz isso.
  • Você paga isso.
  • Eu levo as crianças na escola.
  • Eu faço as compras e vou ao banco.

E, normalmente, diante de uma doença (uma situação crítica) todas essas funções e regras precisam ser revistas e rearranjadas e isso não é fácil!

Casais podem se desentender, filhos e pais brigam por causa de novas tarefas, amigos se afastam e outros se aproximam. O que pode ajudar?

  • Converse com sua esposa ou marido sobre as mudanças no casamento, vida sexual, dinheiro, filhos e outras decisões que precisam ser acertadas.
  • Converse com a sua família sobre as mudanças e novas funções.
  • Se alguém estiver sobrecarregado, peça ajuda a um amigo, pode parecer que não, mas você vai saber reconhecer qual o amigo disponível.
  • Peça ajuda e aceite ajuda, seja para buscar o filho na escola, pagar uma conta, fazer o supermercado, etc.
  • Caso você não consiga se adaptar as mudanças, procure a ajuda de um profissional psicólogo. Ele poderá te ajudar nesse momento.

    Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/adaptandose-as-mudancas/1055/314/

Mitos e Verdades

Desodorante x câncer de mama

O tecido cutâneo (pele) é capaz de absorver substâncias que cairão na corrente sangüínea e causarão efeito no organismo, ou seja, qualquer substância em contato com a pele poderá ser absorvida e agir no organismo. Por isso existem várias medicações que são prescritas por esta via, que é uma alternativa às vias oral, retal e nasal, dentre outras.

Os desodorantes e antitranspirantes, especificamente, têm ação local na superfície da pele e atingem as glândulas sudoríparas e não os tecidos mamários.

Por outro lado, é fato que o quadrante superoexterno da mama registra a maior incidência de câncer de mama; porém, é o que possui a maior quantidade de tecido mamário, o que justifica a maior incidência de câncer de mama no local.

Além disso, devemos salientar que o câncer de mama é originário do tecido mamário e não da pele, o que não permite relacionar cientificamente o uso de desodorantes e/ou antitranspirantes ao surgimento da doença.

 

Garrafas plásticas e câncer de mama: sem comprovação científica

Mais uma vez circula na internet notícia que envolve a relação do uso e/ou ingestão de algum tipo de produto e sua relação com o desenvolvimento do câncer de mama. Já foi assim com o sutiã e, agora, a tentativa de alerta, especificamente, é sobre as garrafas plásticas de água deixadas no carro, que “são extremamente perigosas”, e que teriam sido responsáveis, segundo o que circula na WEB, pelo câncer de mama da cantora norte-americana Sheryl Crow.

Há que se ter muita precaução para assimiliar e passar esta informação, possívelmente equivocada, adiante. E vários são os motivos:

– a questão central não é a garrafa de água deixada no carro. O fato de ela estar ou não no automóvel não faz a menor diferença como causa do câncer de mama;

– desde a década passada existem estudos demonstrando que plásticos utilizados para acondicionar alimentos contêm substâncias que atuam como hormônios femininos (estrogênios), o Bisfenol-A, que pode passar para os alimentos e o meio ambiente;

– o alto consumo de produtos comercializados em garrafas plásticas torna difícil eliminar a ingestão do Bisfenol-A em nosso dia-a-dia;

– não há nenhuma comprovação científica sobre a relação do estrógeno presente nas garrafas plásticas e o desenvolvimento do câncer de mama, apesar das pesquisas que vêm sendo realizadas há quase 10 anos.

Para tentar evitar o surgimento não apenas do câncer de mama, mas de outros tipos de câncer, as mulheres e homens devem estar atentos aos cinco As, que representam a prevenção primária do câncer e outras doenças: 1. Alimentação saudável (rica em fibras e pobre em gordura animal, evitando a ingestão de hormônios naturais e sintéticos); 2. Atividades física e de lazer;
3. Atenção ao corpo, por meio do auto-exame (mama, boca, pele, testículos e tireóide);
4. Abandono de vícios como fumo, álcool e drogas em geral.
5. Acompanhamento médico anual, com realização de exames de imagem (se necessário).

 

Sutiã causa câncer de mama?

Até o momento não existe nenhum estudo científico que comprove a relação entre o uso do sutiã e o câncer de mama. Em cerca de 90% dos casos, o câncer é provocado por fatores genéticos herdados ou por substâncias contidas nas células nos tecidos dos órgãos. Além disso, fatores externos também podem levar ao câncer, como o excesso de exposição ao sol, alguns tipos de agentes químicos, o tabagismo, a alimentação inadequada (pobre em fibras e rica em gorduras), o consumo de álcool, a obesidade e o sedentarismo.

No caso do tumor de mama, alguns fatores, chamados prognósticos, estão envolvidos com a maior probabilidade do desenvolvimento desse tipo de câncer, por exemplo: idade acima de 40 anos, primeira gravidez e menopausa tardias, primeira menstruação precoce, ausência de amamentação, antecedente pessoal de câncer e antecedentes familiares de primeiro grau (mãe, irmã e filha) de câncer de mama.

 

Fonte: http://www.ibcc.org.br/

Algumas reflexões sobre como receber o diagnóstico.

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Ingrid Orsano

 

RECEBENDO O DIAGNÓSTICO:

Você sabia que cuidar das emoções é tão importante quanto cuidar do físico? Principalmente se a pessoa estiver sofrendo uma grande angústia, como a perda, ou estiver abaladapor um diagnóstico grave como o de câncer. Apesar dos progressos alcançados nas áreas de diagnóstico e tratamento, ainda é grande o  impacto da palavra câncer. O câncer é visto como uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores influenciam para o seu  surgimento, como por exemplo: fatores biológicos, pessoais, fatores genéticos, fatores  ambientais e estilo de vida.
Receber um diagnóstico de câncer pode levar o indivíduo a enfrentar um processo de luto, pois haverá alterações importantes na rotina e na vida do mesmo. A psiquiatra Elizabeth Kübler-Ross propôs cinco estágios do processo de luto para pacientes  terminais. Mas essas distintassão úteis para pessoas que enfrentam qualquer forma de perda  pessoal. Irei fazer um breve comentário sobre elas:

1) Negação
A pessoa sente-se atordoada ou emocionalmente adormecida, negando a sua realidade atual. O discurso baseia-se em “não, eu não merecia isso”, “porque isso aconteceu comigo?” ou “porque eu não evitei?”. Nesta fase muitas coisas perdem o sentido e até as tarefas mais simples se tornam muito difíceis de serem realizadas.

2) Raiva
É o momento em que a pessoa sente-se revoltada: “Como pode Deus (ou a vida, ou o destino) fazer isso comigo?”. Acontece um período de grande agitação, ansiedade, algumas pessoas tem dificuldade para concentrar-se e o sono é alterado. A raiva pode ser voltada tanto para uma entidade superior (Deus) como também contra qualquer pessoa pelo ocorrido, incluindo a si mesma (sentimento de culpa), médicos, enfermeiros, amigos e familiares.

3) Barganha
Nesta etapa a pessoa começa um processo de negociação: “prometo ser uma pessoa melhor se me curar”

4) Depressão
É uma fase marcada por crises de choro, momentos depressivos, períodos de grande tristeza em que a pessoa prefere o isolamento e o silêncio.

5) Aceitação
A depressão chega ao fim e a mente busca novos assuntos. Aceitar o processo não impedirá novas dores, mas leva o indivíduo a decidir qual será sua reação. O pensamento é direcionado para o futuro em vez de passado, mantendo-se uma atitude positiva da vida. Não necessariamente esses estágios são vividos nessa mesma ordem. A pessoa que sofre pode ir, por exemplo, da aceitação para a raiva e de volta para a aceitação, “dançando”entre eles. Essas mudanças de emoções podem preocupar as pessoas próximas, mas cada estágio é essencial, pois a pessoa que sofre faz uma análise mais franca em tudo que aconteceu e em tudo que escolhe enfrentar. Cada um tem o seu tempo e dependendo como se lida, essas fases serão ultrapassadas gradativamente.

É importante saber que a mente e o corpo estão interligados e o funcionamento de um afeta diretamente no outro. Sendo assim, o corpo e as emoções podem trabalhar em conjunto para criar saúde.
O principal objetivo do serviço de psicologia é oferecer ao paciente e sua família, apoio emocional que lhes permita enfrentar a doença, melhorando a qualidade de vida em todos os estágios, desde a prevenção, diagnóstico, tratamento, cura e/ou cuidados paliativo.

Autor: Ingrid Orsano

é psicóloga na Oncoclínica Oncologistas Associados

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