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Aspectos Psicológicos Gerados Em Pacientes Diante Da Fosfoetanolamina

Aspectos Psicológicos Gerados Em Pacientes Diante Da Fosfoetanolamina

No dia 19 de maio, por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF)  decidiu suspender uma lei, válida desde abril de 2016, que autorizou pacientes com câncer a fazerem uso da Fosfoetanolamina sintética,  suspendendo  também as decisões judiciais que obrigavam o governo a fornecer a chamada “pílula do câncer”.

Mas afinal, o que é a Fosfoetanolamina? É um remédio? Substância?

Para ser mais precisa, trata-se de uma substância sintética que vem sendo investigada quanto à possibilidade de interferir no crescimento do câncer.

Os estudos com esta substância foram iniciados no começo dos anos 90, por um químico, no Instituto de Química de São Carlos – USP. O estudo descreve a ação da substância como uma espécie de marcador, sinalizando para o corpo sobre as células cancerosas, deixando as mesmas mais visíveis para que o sistema imunológico possa combatê-las.

Porém, em 2015, começou uma grande polêmica em torno da Fosfoetanolamina.  Mas o que há de errado com essa substância sintética, já que ela parece ser tão promissora?

A resposta começa por esta ser ainda uma substância sintética e não uma droga. Isso mesmo, a Fosfoetanolamina é uma substância experimental, não possui registro na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e consequentemente não pode ser distribuída livremente para a população.

Indo mais a fundo, para ela ser aprovada como um medicamento e ter registro na ANVISA, teria que passar por todas as fases rigorosas de uma pesquisa clínica. Existem muitos relatos positivos de pacientes que fizeram o uso da substância na mídia, mas a existência de relatos de cura entre pacientes que recorreram à Fosfoetanolamina não comprova a sua eficácia contra o câncer. Estudos com seres humanos necessários para que uma substância seja considerada um medicamento, chamados testes clínicos, têm planejamento e controle rigorosos, além de um acompanhamento contínuo dos pacientes.

Neste contexto, é temerária e compreensível a discussão gerada em torno da temática. Há uma diferença entre respeitar o direito do paciente de buscar uma terapia alternativa e forçar o Estado a disponibilizar essa terapia alternativa quando não há comprovação científica. Isso é ruim para o Estado, para a população e pode ser mais grave para o paciente.

Outro aspecto grave que acompanha essa discussão é a esperança gerada em cima dessa substância. Muitos pacientes encontram na Fosfoetanolamina a chance de sua cura, ocasionando uma falsa expectativa. Por exemplo, imagine um paciente paliativo vivendo seus momentos de tratamento, se deparando com a “pílula do câncer” e depositar nela toda a sua esperança e chance de cura. Ou imagine um paciente que tem seu diagnóstico curativo, abandonando o tratamento convencional em nome dessa substância. Se o próprio diagnóstico e tratamento já são sofridos e desgastantes, imagine agora a frustração que poderia ocasionar neste paciente que depositou todas as suas fichas em uma substância ainda longe de se tornar um medicamento. Isso pode ser facilmente comparado com “brincar” com os sentimentos e com a vida de pessoas que já estão sofrendo há um bom tempo.

Na sessão do dia 19 de maio de 2016, o plenário da Corte analisou um pedido de liminar da Associação Médica Brasileira (AMB) para suspender a lei, aprovada no Congresso e sancionada em abril pela presidente afastada Dilma Rousseff. No julgamento do mérito, ainda sem data prevista, o plenário deve decidir se anula ou não a lei.

Portanto, conclui-se que novos medicamentos precisam ser testados com responsabilidade e ética antes de serem disponibilizados no mercado, mesmo que sejam gratuitos. Dessa forma, garantiriam a segurança, a esperança e a expectativa favorável para o paciente que tanto necessita.

 

Ingrid Orsano
Psicóloga

Conheça as propriedades do milho e confira uma receita do bagaço do milho

O milho é um cereal muito utilizado no mundo como alimentação para humanos e animais. Possui boas qualidades nutricionais, contendo vários aminoácidos. Contém um alto teor de carboidratos, além de ser energético (cada 100 gramas de milho possui cerca de 100 calorias). Possui vitaminas E, A e B1, além de sais minerais .

Por não conter prolaminas tóxicas, o milho é altamente recomendado para a alimentação de pessoas com doença celíacas.

Existem vários tipos de farinha de milho, doce, farinha, pipoca e etc. Ele contém apenas um pouco de água e é extremamente rica em proteínas, lípidos, hidratos de carbono, vitaminas A, B e C, fibras e minerais como o cálcio, potássio e fósforo. As fibras auxiliam na regulação do intestino.

É totalmente aproveitável como espigas ou milho mesmo, como comumente referido aqui na América do Sul pode ser consumido cozido ou assado, seus grãos podem ser consumidos em saladas ou em pó como farinha e também em pipoca.

 

Receitinha :

BOLO DE BAGAÇO DO MILHO

Ingredientes:

  • Ovo -03 unidades
  • Milho verde-03 xícaras(chá)
  • Leite-01 xícara de (chá)
  • Margarina -02 colheres de( sopa)
  • Fermento em pó-01colher de (sopa)
  • Farinha de trigo-02 xícaras (Chá)
  • Açúcar -02 xícaras(cha)

 

Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador o milho, a margarina, as gemas e o açúcar. Despeje a mistura em um recipiente e acrescente a farinha de trigo, o fermento, e por fim, as claras batidas em neve, mexendo delicadamente. Leve para assar em forno pré aquecido.

 

Rendimento: 16 porções
Valor Calórico: 211 kcal

Fonte: COZINHA BRASIL SESI 2013

Mitos e Verdades

Desodorante x câncer de mama

O tecido cutâneo (pele) é capaz de absorver substâncias que cairão na corrente sangüínea e causarão efeito no organismo, ou seja, qualquer substância em contato com a pele poderá ser absorvida e agir no organismo. Por isso existem várias medicações que são prescritas por esta via, que é uma alternativa às vias oral, retal e nasal, dentre outras.

Os desodorantes e antitranspirantes, especificamente, têm ação local na superfície da pele e atingem as glândulas sudoríparas e não os tecidos mamários.

Por outro lado, é fato que o quadrante superoexterno da mama registra a maior incidência de câncer de mama; porém, é o que possui a maior quantidade de tecido mamário, o que justifica a maior incidência de câncer de mama no local.

Além disso, devemos salientar que o câncer de mama é originário do tecido mamário e não da pele, o que não permite relacionar cientificamente o uso de desodorantes e/ou antitranspirantes ao surgimento da doença.

 

Garrafas plásticas e câncer de mama: sem comprovação científica

Mais uma vez circula na internet notícia que envolve a relação do uso e/ou ingestão de algum tipo de produto e sua relação com o desenvolvimento do câncer de mama. Já foi assim com o sutiã e, agora, a tentativa de alerta, especificamente, é sobre as garrafas plásticas de água deixadas no carro, que “são extremamente perigosas”, e que teriam sido responsáveis, segundo o que circula na WEB, pelo câncer de mama da cantora norte-americana Sheryl Crow.

Há que se ter muita precaução para assimiliar e passar esta informação, possívelmente equivocada, adiante. E vários são os motivos:

– a questão central não é a garrafa de água deixada no carro. O fato de ela estar ou não no automóvel não faz a menor diferença como causa do câncer de mama;

– desde a década passada existem estudos demonstrando que plásticos utilizados para acondicionar alimentos contêm substâncias que atuam como hormônios femininos (estrogênios), o Bisfenol-A, que pode passar para os alimentos e o meio ambiente;

– o alto consumo de produtos comercializados em garrafas plásticas torna difícil eliminar a ingestão do Bisfenol-A em nosso dia-a-dia;

– não há nenhuma comprovação científica sobre a relação do estrógeno presente nas garrafas plásticas e o desenvolvimento do câncer de mama, apesar das pesquisas que vêm sendo realizadas há quase 10 anos.

Para tentar evitar o surgimento não apenas do câncer de mama, mas de outros tipos de câncer, as mulheres e homens devem estar atentos aos cinco As, que representam a prevenção primária do câncer e outras doenças: 1. Alimentação saudável (rica em fibras e pobre em gordura animal, evitando a ingestão de hormônios naturais e sintéticos); 2. Atividades física e de lazer;
3. Atenção ao corpo, por meio do auto-exame (mama, boca, pele, testículos e tireóide);
4. Abandono de vícios como fumo, álcool e drogas em geral.
5. Acompanhamento médico anual, com realização de exames de imagem (se necessário).

 

Sutiã causa câncer de mama?

Até o momento não existe nenhum estudo científico que comprove a relação entre o uso do sutiã e o câncer de mama. Em cerca de 90% dos casos, o câncer é provocado por fatores genéticos herdados ou por substâncias contidas nas células nos tecidos dos órgãos. Além disso, fatores externos também podem levar ao câncer, como o excesso de exposição ao sol, alguns tipos de agentes químicos, o tabagismo, a alimentação inadequada (pobre em fibras e rica em gorduras), o consumo de álcool, a obesidade e o sedentarismo.

No caso do tumor de mama, alguns fatores, chamados prognósticos, estão envolvidos com a maior probabilidade do desenvolvimento desse tipo de câncer, por exemplo: idade acima de 40 anos, primeira gravidez e menopausa tardias, primeira menstruação precoce, ausência de amamentação, antecedente pessoal de câncer e antecedentes familiares de primeiro grau (mãe, irmã e filha) de câncer de mama.

 

Fonte: http://www.ibcc.org.br/