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Algumas reflexões sobre como receber o diagnóstico.

Algumas reflexões sobre como receber o diagnóstico.

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Ingrid Orsano

 

RECEBENDO O DIAGNÓSTICO:

Você sabia que cuidar das emoções é tão importante quanto cuidar do físico? Principalmente se a pessoa estiver sofrendo uma grande angústia, como a perda, ou estiver abaladapor um diagnóstico grave como o de câncer. Apesar dos progressos alcançados nas áreas de diagnóstico e tratamento, ainda é grande o  impacto da palavra câncer. O câncer é visto como uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores influenciam para o seu  surgimento, como por exemplo: fatores biológicos, pessoais, fatores genéticos, fatores  ambientais e estilo de vida.
Receber um diagnóstico de câncer pode levar o indivíduo a enfrentar um processo de luto, pois haverá alterações importantes na rotina e na vida do mesmo. A psiquiatra Elizabeth Kübler-Ross propôs cinco estágios do processo de luto para pacientes  terminais. Mas essas distintassão úteis para pessoas que enfrentam qualquer forma de perda  pessoal. Irei fazer um breve comentário sobre elas:

1) Negação
A pessoa sente-se atordoada ou emocionalmente adormecida, negando a sua realidade atual. O discurso baseia-se em “não, eu não merecia isso”, “porque isso aconteceu comigo?” ou “porque eu não evitei?”. Nesta fase muitas coisas perdem o sentido e até as tarefas mais simples se tornam muito difíceis de serem realizadas.

2) Raiva
É o momento em que a pessoa sente-se revoltada: “Como pode Deus (ou a vida, ou o destino) fazer isso comigo?”. Acontece um período de grande agitação, ansiedade, algumas pessoas tem dificuldade para concentrar-se e o sono é alterado. A raiva pode ser voltada tanto para uma entidade superior (Deus) como também contra qualquer pessoa pelo ocorrido, incluindo a si mesma (sentimento de culpa), médicos, enfermeiros, amigos e familiares.

3) Barganha
Nesta etapa a pessoa começa um processo de negociação: “prometo ser uma pessoa melhor se me curar”

4) Depressão
É uma fase marcada por crises de choro, momentos depressivos, períodos de grande tristeza em que a pessoa prefere o isolamento e o silêncio.

5) Aceitação
A depressão chega ao fim e a mente busca novos assuntos. Aceitar o processo não impedirá novas dores, mas leva o indivíduo a decidir qual será sua reação. O pensamento é direcionado para o futuro em vez de passado, mantendo-se uma atitude positiva da vida. Não necessariamente esses estágios são vividos nessa mesma ordem. A pessoa que sofre pode ir, por exemplo, da aceitação para a raiva e de volta para a aceitação, “dançando”entre eles. Essas mudanças de emoções podem preocupar as pessoas próximas, mas cada estágio é essencial, pois a pessoa que sofre faz uma análise mais franca em tudo que aconteceu e em tudo que escolhe enfrentar. Cada um tem o seu tempo e dependendo como se lida, essas fases serão ultrapassadas gradativamente.

É importante saber que a mente e o corpo estão interligados e o funcionamento de um afeta diretamente no outro. Sendo assim, o corpo e as emoções podem trabalhar em conjunto para criar saúde.
O principal objetivo do serviço de psicologia é oferecer ao paciente e sua família, apoio emocional que lhes permita enfrentar a doença, melhorando a qualidade de vida em todos os estágios, desde a prevenção, diagnóstico, tratamento, cura e/ou cuidados paliativo.

Autor: Ingrid Orsano

é psicóloga na Oncoclínica Oncologistas Associados

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