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Mitos e Verdades

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Desodorante x câncer de mama

O tecido cutâneo (pele) é capaz de absorver substâncias que cairão na corrente sangüínea e causarão efeito no organismo, ou seja, qualquer substância em contato com a pele poderá ser absorvida e agir no organismo. Por isso existem várias medicações que são prescritas por esta via, que é uma alternativa às vias oral, retal e nasal, dentre outras.

Os desodorantes e antitranspirantes, especificamente, têm ação local na superfície da pele e atingem as glândulas sudoríparas e não os tecidos mamários.

Por outro lado, é fato que o quadrante superoexterno da mama registra a maior incidência de câncer de mama; porém, é o que possui a maior quantidade de tecido mamário, o que justifica a maior incidência de câncer de mama no local.

Além disso, devemos salientar que o câncer de mama é originário do tecido mamário e não da pele, o que não permite relacionar cientificamente o uso de desodorantes e/ou antitranspirantes ao surgimento da doença.

 

Garrafas plásticas e câncer de mama: sem comprovação científica

Mais uma vez circula na internet notícia que envolve a relação do uso e/ou ingestão de algum tipo de produto e sua relação com o desenvolvimento do câncer de mama. Já foi assim com o sutiã e, agora, a tentativa de alerta, especificamente, é sobre as garrafas plásticas de água deixadas no carro, que “são extremamente perigosas”, e que teriam sido responsáveis, segundo o que circula na WEB, pelo câncer de mama da cantora norte-americana Sheryl Crow.

Há que se ter muita precaução para assimiliar e passar esta informação, possívelmente equivocada, adiante. E vários são os motivos:

– a questão central não é a garrafa de água deixada no carro. O fato de ela estar ou não no automóvel não faz a menor diferença como causa do câncer de mama;

– desde a década passada existem estudos demonstrando que plásticos utilizados para acondicionar alimentos contêm substâncias que atuam como hormônios femininos (estrogênios), o Bisfenol-A, que pode passar para os alimentos e o meio ambiente;

– o alto consumo de produtos comercializados em garrafas plásticas torna difícil eliminar a ingestão do Bisfenol-A em nosso dia-a-dia;

– não há nenhuma comprovação científica sobre a relação do estrógeno presente nas garrafas plásticas e o desenvolvimento do câncer de mama, apesar das pesquisas que vêm sendo realizadas há quase 10 anos.

Para tentar evitar o surgimento não apenas do câncer de mama, mas de outros tipos de câncer, as mulheres e homens devem estar atentos aos cinco As, que representam a prevenção primária do câncer e outras doenças: 1. Alimentação saudável (rica em fibras e pobre em gordura animal, evitando a ingestão de hormônios naturais e sintéticos); 2. Atividades física e de lazer;
3. Atenção ao corpo, por meio do auto-exame (mama, boca, pele, testículos e tireóide);
4. Abandono de vícios como fumo, álcool e drogas em geral.
5. Acompanhamento médico anual, com realização de exames de imagem (se necessário).

 

Sutiã causa câncer de mama?

Até o momento não existe nenhum estudo científico que comprove a relação entre o uso do sutiã e o câncer de mama. Em cerca de 90% dos casos, o câncer é provocado por fatores genéticos herdados ou por substâncias contidas nas células nos tecidos dos órgãos. Além disso, fatores externos também podem levar ao câncer, como o excesso de exposição ao sol, alguns tipos de agentes químicos, o tabagismo, a alimentação inadequada (pobre em fibras e rica em gorduras), o consumo de álcool, a obesidade e o sedentarismo.

No caso do tumor de mama, alguns fatores, chamados prognósticos, estão envolvidos com a maior probabilidade do desenvolvimento desse tipo de câncer, por exemplo: idade acima de 40 anos, primeira gravidez e menopausa tardias, primeira menstruação precoce, ausência de amamentação, antecedente pessoal de câncer e antecedentes familiares de primeiro grau (mãe, irmã e filha) de câncer de mama.

 

Fonte: http://www.ibcc.org.br/

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