Em caso de emergência, pacientes devem ligar para:
(86) 99982-0547

Perguntas Frequentes

Posso tomar sol?

Alguns tipos de quimioterapia podem aumentar muito sua sensibilidade ao sol, fazendo com que queimaduras solares surjam com mais facilidade e maior severidade. Seu médico irá lhe dar as devidas orientações, caso seu tratamento imponha restrição à exposição solar.

Convém lembrar que tais efeitos são passageiros, diferentemente da radioterapia, onde a área irradiada sempre será um pouco mais sensível aos raios solares.

Quais as urgências

Em que situação devo procurar atenção médica urgente?

Situações consideradas urgências médicas (entre outras):

– Febre (temperatura maior ou igual a 37,8 ºC);
– Falta de ar de início súbito ou recente;
– Convulsões;
– Confusão mental;
– Dor de aparecimento recente ou não controlada pela medicação em uso;
– Mal estar intenso, mesmo que de causa não identificada;
– Diminuição de força nas pernas ou dificuldade para andar de aparecimento recente;
– Grande fraqueza de início abrupto;
– Naúseas ou vômitos que não permitam a ingestão de alimentos ou líquidos;
– Diarréia líquida ou com mais de 3 episódios em 24 horas.

Estou com náuseas e vômitos. Como posso fazer isso parar?

A náusea pode ocorrer de duas formas: imediata, que ocorre durante a aplicação da quimioterapia e é tratada com enorme sucesso com as drogas modernas.

A náusea tardia que ocorre geralmente 1 a 2 dias após a quimioterapia.

As náuseas são responsáveis por grande parte do estigma que a quimioterapia carrega até os dias de hoje. Boa parte das drogas em uso atualmente, incluindo algumas que estão entre as mais potentes causadoras de náuseas, surgiram antes mesmo da descoberta da Metoclopramida (Plasil®). Era uma época difícil, os sintomas eram severos e não havia praticamente nada eficaz para aliviá-los. Hoje, existem drogas que controlam muito bem a náusea imediata.

Hoje em dia, a náusea imediata só ocorre em pacientes que são: muito sensíveis; muito ansiosos; que passaram pela quimioterapia quando as drogas modernas não estavam disponíveis e sofreram com seus efeitos colaterais.

A náusea tardia pode ou não ocorrer, dependendo do tipo de quimioterapia aplicada e da sensibilidade individual do paciente. É tratada conforme a sua intensidade com medicações mais ou menos potentes. A escolha das drogas depende do tipo de quimioterapia e dos sintomas que o paciente possa ter apresentado.

O principal objetivo é impedir que o sintoma apareça.

De todos os ciclos de quimioterapia que o paciente fará, o primeiro é o que requer mais cuidados. Se o paciente ficar muito sintomático no primeiro ciclo, ele levará essa experiência negativa aos próximos ciclos do tratamento. Assim, é conveniente que o paciente receba medicação para tratar as náuseas mesmo se ele não as estiver apresentando.

Convém salientar que existem quimioterápicos que praticamente não causam náuseas e que dispensam o uso de medicação para esse fim.

O que está acontecendo com minha boca? Parece sapinho.

Todos nós já machucamos o interior da boca. O que poucos podem ter notado é que ela cicatriza muito mais rápido do que se o ferimento fosse na pele. Isso se deve ao fato da boca ser revestida por células que se renovam rapidamente. Células que estão em divisão são as mais sensíveis a sofrer os efeitos tóxicos da quimioterapia.

Durante a quimioterapia, há uma menor renovação das células que revestem a boca. Com isso, a camada de células vai ficando mais fina, diminuindo a distância entre o meio externo e os vasos sangüíneos e as terminações nervosas. A boca vai ficando mais sensível e avermelhada, podendo surgir pequenas ulcerações, as aftas.

Alguns paciente podem ainda apresentar queda da imunidade, que favorece o surgimento de uma infecção oportunista pela candida albicans, o sapinho. Em casos mais raros, essa infecção pode se estender além da boca, afetando também a garganta e o esôfago.

É importante lembrar que os sintomas irão regredir espontaneamente assim que o corpo se recuperar da quimioterapia.

Como os primeiros sintomas são os de dor, é importante uma analgesia. Isso é fundamental nos casos em que a dor estiver prejudicando a ingestão de alimentos e água. A dor pode ser tratada através de:

Frio: a baixa temperatura não permite a condução do estímulo nervoso. Todos já passamos pela sensação de, no frio, não sentirmos nossas mãos e/ou orelhas. O uso de sorvete permite uma ingesta de calorias e a sua baixa temperatura irá anestesiar a região, permitindo por algum tempo a passagem de alimentos mais sólidos.

Medicação: como se trata de um problema local, damos preferência a tratamentos que também atuem no local. Para tal, usar o Hexomedine®, um anestésico em spray que pode ser usado antes das refeições.

Não há muita diferença entre tratar o sapinho de um bebê e de uma pessoa que fez quimioterapia. As medidas consistem basicamente em:

Alcalinização da boca: feita com solução de bicarbonato de sódio. No hospital, usamos uma solução a 3%, que pode ser facilmente obtida diluindo-se 30 g de bicarbonato em 1 litro de água. Deve fazer bochechos e gargarejos (não engula a solução), pelo menos 6 vezes por dia.

Uso de Nistatina (Micostatin®): aplique cerca de meio conta-gotas em cada canto da boca, faça bochechos e gargarejos. Use a medicação cerca de 30 minutos após o bicarbonato. Diferente do bicarbonato, esta medicação pode ser engolida. Nos casos em que o sapinho está também afetando o esôfago, engolir a medicação é a forma de fazê-la também agir naquele órgão.

Prevenir o sapinho pode ser feito pelo uso da solução de bicarbonato de sódio, sendo recomendado em todo paciente que já apresentou mucosite em ciclo anterior ou que esteja iniciando tratamento com um esquema de quimioterapia que possa causá-la.

Meu cabelo irá cair?

Como as células que estão em divisão são as mais sensíveis a sofrer os efeitos tóxicos da quimioterapia, o cabelo pode ter seu crescimento afetado, o que leva à queda do fio. Porém, trata-se de um efeito reversível, e o cabelo voltará a crescer na sua velocidade normal.

É preciso saber um detalhe muito importante: nem toda a quimioterapia leva à queda de cabelo. Se uma determinada quimioterapia irá ou não causar a queda de cabelo, depende de dois fatores:

1) O tipo de droga empregada: existem quimioterápicos que são altamente tóxicos para o cabelo. Se uma dessas drogas for utilizada, é seguro que seu cabelo irá cair. Drogas pouco tóxicas tendem a poupar o cabelo, exceto se seu uso for prolongado. Nesse caso, pode haver um aumento da queda diária dos fios, que demora a se manifestar.

2) Sua sensibilidade ao tratamento: mesmo drogas pouco tóxicas podem, em algumas pessoas, ter efeitos colaterais bem maiores que o esperado. Essa sensibilidade, bastante rara, não é passível de uma avaliação prévia.

Não existem medidas eficazes para evitar a queda de cabelo. Mas é importante sempre lembrar que o efeito é transitório e o cabelo volta à crescer algumas semanas após o término do tratamento.

Alguns pacientes decidem utilizar perucas. Nesses casos, sugerimos que façam a peruca antes que o cabelo caia para que possa ficar parecida com o cabelo original.

Meu intestino está preso. Como posso melhorar?

A obstipação/constipação pode ser resultado de uma série de fatores:

– ação da quimioterapia;
– efeito colateral da medicação para as náuseas;
– efeito colateral dos analgésicos;
– menor atividade física.

Geralmente o paciente só se queixa a seu médico depois de ficar vários dias sem evacuar.A permanência por longo período das fezes no intestino grosso pode torná-las muito endurecidas, causando dor à evacuação. A tendência é a de se interromper o ato de evacuar, perpetuando o problema.

Se a obtipação tiver uma grande probabilidade de ocorrer, ou já tiver se manifestado em um ciclo anterior, convém que medidas preventivas sejam adotadas:

– aumente a ingestão de líquidos;.
– evite ficar deitado ou sentado, procurando fazer caminhadas ou alguma outra atividade física;
– seu médico lhe dirá se é recomendável aumentar a ingestão de fibras;.
– seu médico lhe dirá se é recomendável usar algum tipo de laxativo.

O tratamento depende muito da possível causa, do seu tipo de tumor, da quimioterapia empregada e do tempo em que a mesma foi administrada. Seu médico poderá orientar no seu caso.

Estou com febre, o que devo fazer?

Febre é uma temperatura medida por termômetro maior ou igual a 37,8°C.

É importante medir mais de uma vez para surpreender uma elevação maior.

Se sua temperatura for maior ou igual a 37,8°C, entre imediatamente em contato com seu médico.

Estou com diarréia. O que devo fazer?

Existem quimioterápicos que podem causar diarréia. Porém, pessoas que não fazem quimioterapia também podem apresentar diarréia. Portanto, nem toda vez que o sintoma surgir estará relacionado necessariamente, à quimioterapia.

A diarréia, quando causada pela quimioterapia, pode surgir por dois mecanismos diferentes.

Existem quimioterápicos que estimulam a motilidade intestinal. Como é de se esperar, esse tipo de diarréia tende a ser imediata. É para combatê-la que seu médico pode lhe receitar um antidiarréico(Imosec®) para ser tomado antes da quimioterapia.

O segundo mecanismo da diarréia lembra um pouco o da mucosite(afta na boca). Há uma menor renovação das células que revestem o intestino. Com isso, a mucosa intestinal tem uma redução em sua capacidade de absorver os alimentos.

A diarréia também leva à perda de líquidos e por isso o risco de desidratação aumenta muito. Procure aumentar a ingestão de líquidos e passe a usar soluções hidratantes. Os soros hidratantes comprados em farmácia, como o Pedialyte® ou o Gatorade®, são eficazes.

Como em todo caso de diarréia, devemos usar uma alimentação adequada evitando alimentos ricos em fibras, frituras, alimentos gordurosos e condimentados, leite e derivados, álcool, café ou bebidas (como chá) que contenham cafeína.

Assim, procure manter-se hidratado e entre em contato com seu médico para saber se deve usar alguma outra medicação para tratar a diarréia.

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